sexta-feira, 16 de outubro de 2015

ÁGUA


A água pura dos poços
que a alma teve
leva já lodo à superfície:
é o escuro tempo da velhice
e nós tão moços.

A água tormentosa
que a alma agora tem
cai dos meus olhos tristes:
ó tempo, ó tempo alegre,
onde é que existes?

Carlos de Oliveira
(1921-1981)
In "Trabalho Poético"


Sem comentários:

Enviar um comentário