quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Armindo Rodrigues


Elegia por antecipação à minha morte tranquila

Vem, morte, quando vieres.
Onde as leis são vis, ou tontas,
não és tu que me amedrontas.
Troquei por penas prazeres.
Troquei por confiança afrontas.
Tenho sempre as contas prontas.
Vem, morte, quando quiseres.

Armindo Rodrigues
(1904-1993)

Sem comentários:

Enviar um comentário