domingo, 1 de junho de 2014

JÁ NÃO ME DÁ AMARGOS DE BOCA

Já não me dá amargos de boca
o mundo.
Sei o que quero desta vida oca:
não me confundo.

Mágoas que chorei,
mesmo sentidas:
falta de sol,
álcool sobre as minhas feridas.

Excesso de lembrança,
dor que outra dor levanta.
Xadrez de quem vive sozinho
e não canta

João José Cochofel
(1919-1982)

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