Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixão vá sobre um burro.
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
E eu quero por força ir de burro.
(Mário de Sá Carneiro -1890-1916-)
segunda-feira, 6 de abril de 2009
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