sábado, 7 de novembro de 2009

Poema.


Os Loucos

Há vários tipos de louco.

O hitleriano, que barafusta.
O solícito, que dirige o trânsito.
O maníaco fala-só.

O idiota que se baba,
explicado pelo psiquiatra gago.
O legatário de outros,
o que nos governa.

O depressivo que salva
o mundo. Aqueles que o destroem.

E há sempre um
(o mais intratável) que não desiste
e escreve versos.

Não gosto destes loucos.
(Torturados pela escuridão, pela morte?)
Gosto desta velha senhora
que ri, manso, pela rua, de felicidade.

António Osório, in 'A Ignorância da Morte'

Luis Represas e Pablo Milanés - Feiticeira.

Soeiro Pereira Gomes.


No Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, é inaugurada hoje (7/11/2009) a A Exposição Comemorativa do Centenário do Nascimento de Soeiro Pereira Gomes. Intitulada " Na Esteira da Liberdade" aqui está uma iniciativa que se saúda e recomenda. 3ª a 6ªfeiras das 10 às 19 horas, sábados das 12 às 19 horas,domingos das 11 às 18 horas, encerra às 2ªfeiras e feriados. Se de todas as pessoa que lerem esta divulgação, uma só que seja, vá ver...dou por bem empregado o tempo.Soeiro merece.(Está até 14 de Março de 2010).

A "CDU" esteve mal...


O presidente da câmara de Loures (Carlos Teixeira) nomeou, lá para uns lugares difíceis, na dita câmara a filha e um cunhado... Um vereador da CDU (António Pombinho) veio dizer que estava mal... Não entendo! então a CDU não proclama, aos quatro ventos, que "As famílias têm de ser ajudadas". Fiquei aturdido e confuso...Até porque, aqui pela câmara de Ourém, isso nunca aconteceu. A CDU que abra os olhos...e tento na língua. Afinal estamos em Portugal Porra!

Pensamento/Reflexão
A Liberdade e a Justiça

A revolução do século XX separou arbitrariamente, para fins desmesurados de conquista, duas noções inseparáveis. A liberdade absoluta mete a justiça a ridículo. A justiça absoluta nega a liberdade. Para serem fecundas, as duas noções devem descobrir os seus limites uma dentro da outra. Nenhum homem considera livre a sua condição se ela não for ao mesmo tempo justa, nem justa se não for livre. Precisamente, não pode conceber-se a liberdade sem o poder de clarificar o justo e o injusto, de reivindicar todo o ser em nome de uma parcela de ser que se recusa a extinguir-se. Finalmente, tem de haver uma justiça, embora bem diferente, para se restaurar a liberdade, único valor imperecível da história. Os homens só morrem bem quando o fizeram pela liberdade: pois, nessa altura, não acreditavam que morressem por completo.

Albert Camus, in "O Mito de Sísifo"

Albert Camus nasceu a 7 de Novembro de 1913.


Albert Camus, um dos maiores escritores de sempre, nasceu em Mondovi (Argélia) a 7/11/1913 e morreu em Villeblevin (França) a 4/1/1960. É um dos meus escritores preferidos. Desde muito novo tenho lido,e relido, as suas obras sempre com admiração e sempre a aprender algo. Foi prémio Nobel de literatura em 1957. Camus não foi só escritor foi filósofo e um homem que sempre defendeu os seus ideais e que sempre lutou por um mundo mais justo e mais fraterno por um sociedade com menos desigualdades e mais justiça social, lutou na guerra ,nas guerras da vida, contra a guerra e por um mundo melhor. Vou continuar a ler livros como O Estrangeiro, A Peste, A Queda, O Exílio e o Reino,O Mito de Sísifo, O Homem Revoltado e outros. Ao Grande Albert Camus o meu até sempre e esta simples homenagem.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009